Cazuza, pseudônimo de Agenor de Miranda Araújo Neto (nasceu dia 4 de abril de 1958, no Rio de Janeiro, Brasil - morreu dia 7 de julho de 1990).
Se estivesse entre nós estaria completando hoje 53 anos.
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“O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraiso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói.” (Cazuza)
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Cazuza, uma breve história
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Em 1981, Cazuza descobriu sua veia artística. Matriculou-se num curso de teatro e participou de duas peças. Numa delas, só cantava. Surpreendeu a todos e a si mesmo com seus dotes vocais. O amigo Léo Jaime o indicou para colegas que procuravam um vocalista para uma nova banda. E lá foi Cazuza conhecer, na garagem de Maurício Barros, seus futuros companheiros do Barão Vermelho: o próprio Maurício, tecladista; Guto, baterista; Dé, baixista; e Frejat, guitarrista.
A estréia do Barão aconteceu num condomínio na Barra da Tijuca. Cazuza estava de porre, com a braguilha da calça aberta. Depois da baixaria inicial, o Barão continuou a tocar em vários lugares. Uma noite, o produtor musical Ezequiel Neves ouviu uma fita de um show do Barão na casa de um amigo. Ficou louco e a levou para o amigo Guto Graça Mello, que trabalhava na Som Livre. “O Zeca chegou com uma K7 pedindo: ‘Guto, me ajuda. Não sei se isso é uma bosta ou se é sensacional!’. Achei maravilhoso e fui querer gravar no dia, antes que alguém organizasse”, lembra Guto. João Araújo relutou no início. Receava que, se não desse certo, dissessem que Cazuza só tinha sido lançado porque era filho do dono da gravadora. Mas acabou cedendo. Assim, em novembro de 1982, saiu Barão Vermelho, o primeiro disco do grupo.
Já em 1983, Ney Matogrosso resolveu incluir no repertório de seu show uma das músicas mais bacanas do Barão, “Pro Dia Nascer Feliz”. Foi o empurrão que faltava. Pouco depois, a produção do filme Bete Balanço procurou a banda para encomendar uma música. Foi aí que Cazuza e o Barão caíram definitivamente no gosto do público. Cazuza começou a ganhar dinheiro e Lucinha passou a controlar as finanças – e a entrar em pânico. Para brincar com a mãe, ele anotava nos canhotos dos cheques: maconha, pó...
Em julho de 1985, logo após ganhar o primeiro disco de ouro, Cazuza decidiu que já não dava mais para ficar com os amigos do Barão. Justificou-se dizendo que era muito egoísta para dividir o palco e as atenções. Uma semana depois da separação, foi internado com febre de 42 graus. Era 31 de julho de 1985. Cazuza pediu um exame de HIV, mas os testes imprecisos da época deram resultado negativo. No hospital, compôs uma de suas mais belas músicas, “Codinome Beija-Flor”, inspirado pela visita diária de beija-flores a seu quarto. A canção entrou no seu primeiro LP solo, lançado em novembro daquele ano, Exagerado – a música-título seria apontada pelo próprio Cazuza como a sua composição mais autobiográfica.
Em março de 1987, saiu o segundo disco solo, Só Se For a Dois. Um mês antes da estréia do show, Cazuza começou a se sentir mal e se consultou com o Dr. Abdon Issa. Às vésperas da apresentação, o médico ligou para João e Lucinha Araújo com uma notícia bombástica: “Seu filho foi tocado pela aids”. Os pais entraram em pânico. Pouco se sabia sobre a doença naquela época. Três dias depois, em 29 de abril de 1987, Cazuza recebeu a notícia. O cantor chorou no ombro do amigo Ezequiel Neves. “Zeca, eu sei que todo homem que nasce morre um dia, mas eu não mereço isso”, disse. Cazuza foi levado a Boston, nos Estados Unidos, onde as pesquisas sobre aids estavam mais avançadas. Passou a tomar AZT.
Em 1988, de volta ao Brasil, começou a compor compulsivamente. Gravou Ideologia, que trazia a música “Brasil”, tema de abertura de uma no-vela. A saúde – e o temperamento – já estava bem abalada. Num dos shows, desmaiou. Em outro, brigou com parte do público. Em 1988, foram oito viagens para Boston. Mas nem os problemas com o HIV seguravam o músico. Ele continuava sua vida boêmia, bebendo, usando drogas e transando – com camisinha, segundo dizia.
O último show de Cazuza foi em 24 de janeiro de 1989, em Recife. Ele insultou a platéia. Mais tarde, explicou seus acessos: não queria que as pessoas sentissem pena dele. Falava o que vinha à cabeça. Dizia que a culpa era do AZT, o “soro da verdade”. Em 14 de março, foi internado com hepatite. Saiu no dia 4 de abril, seu aniversário, e passou a se locomover em cadeira de rodas.
Ainda encontrou disposição para gravar Burguesia, entre abril e maio do mesmo ano. Às vezes, sem forças, colocava voz na música deitado no sofá da gravadora. Nesse período, Cazuza teve de ser internado devido a uma infecção com o citomegalovírus em Boston. Foi sua última viagem para lá. Meses depois, os médicos disseram que não havia mais o que fazer. Em 9 de março de 1990, voltou para casa. Mas em menos de duas semanas, foi novamente internado. Pesando 38 quilos, comemorou seu 32º aniversário. Sua última aparição pública foi no aniversário de Flora Gil, mulher do cantor Gilberto Gil, em 2 de junho. Após um mês e cinco dias, não resistiu e morreu, deixando uma história de determinação e coragem. Sandra Werneck, diretora do filme Cazuza, o Tempo Não Pára, resume assim sua impressão sobre o músico: “Cazuza era um homem apaixonado pela vida. Com ela, nutria sua poesia. E, com sua poesia, se entregava ao amor”.
(Fonte: Superinteressante)
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“É duro dizer, mas nunca sofri mais de dez minutos por amor. Ninguém nunca mereceu minha falta de choro ou de apetite.“
(Na música “Nunca Sofri por Amor”)
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“Como pode alguém ser tão demente, porra-louca e inconseqüente, e ainda assim amar?“
(Na música “Bilhetinho Azul”)
Site com a história da Sociedade Viva Cazuza – fundada por Lucinha Araújo após a morte do filho – que cuida de crianças vítimas de aids.
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CAZUZA ,PARA MIM VOCÊ SERÁ SEMPRE LEMBRADO..VALEU POR TUDO OQUE VOCÊ FEZ ...(RADAMS ALBUQUERQUE XAVIER)
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